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Como converter CSV ou JSON em SQLite (.db) e consultar com SQL

Publicado em 05 de agosto de 2026

Converter CSV ou JSON em SQLite leva um clique, grátis, no navegador: você recebe um .db com a tabela "dados" pronta para SQL. Veja como, o que muda e como voltar a CSV.

Como converter CSV ou JSON em SQLite

Envie o .csv ou .json, clique em "Converter e baixar" e receba um arquivo .db com o mesmo nome. Dentro dele há uma única tabela chamada dados, com uma coluna para cada campo do cabeçalho e uma linha para cada registro, todas as colunas em texto. Abra o .db no seu programa de SQLite e rode SELECT * FROM dados. Tudo acontece no seu navegador.

  1. Abra a ferramenta "CSV/JSON em SQLite" e envie o arquivo .csv ou .json (o JSON precisa ser uma lista de objetos ou de listas).
  2. Clique em "Converter e baixar". Na primeira vez, o navegador baixa o motor SQLite (cerca de 660 KB); o seu arquivo não sai da máquina.
  3. Abra o .db num programa de SQLite, como o [DB Browser for SQLite](https://sqlitebrowser.org/), a linha de comando sqlite3 ou uma extensão do seu editor.
  4. Consulte com SQL: SELECT * FROM dados WHERE cidade = 'Recife' ORDER BY nome, por exemplo.
Converter CSV/JSON em SQLite

O que sai do outro lado

  • Uma tabela só, chamada dados. É esse nome que você digita nas consultas.
  • Todas as colunas são criadas como texto. Não há adivinhação de tipo: para somar ou ordenar como número, converta na consulta, por exemplo ORDER BY CAST(preco AS REAL). O SQLite faz isso sem reclamar.
  • A primeira linha do CSV vira o nome das colunas. Cabeçalho vazio vira coluna_N (N é a posição) e nome repetido ganha o sufixo _1, _2, e assim por diante. O separador do CSV (vírgula, ponto e vírgula ou tabulação) é detectado sozinho.
  • JSON aninhado é desdobrado: um objeto dentro de outro vira colunas com o nome chave.subchave; uma lista dentro de um registro vira várias linhas, com uma coluna chave_index numerando cada item. Assim um JSON em árvore vira uma tabela consultável, em vez de um texto entalado numa célula. Numa lista de listas, a primeira lista vira o nome das colunas.
  • Um JSON que não é lista (por exemplo, um objeto na raiz) é recusado com o aviso "O JSON precisa ser uma lista (array) de objetos ou de linhas. Verifique o conteúdo." Copie só a lista interna para um novo arquivo.
  • Não há índices nem chaves primárias no banco gerado. Crie-os no seu cliente SQLite se a base for grande. O limite de envio é de 2 GB por arquivo.

SQLite em CSV ou JSON: o caminho de volta

Já tem um banco SQLite e quer os dados em texto para importar em outro sistema, versionar ou inspecionar? A ferramenta "SQLite em CSV/JSON" aceita arquivos .db, .sqlite e .sqlite3. Escolha CSV ou JSON na lista ao lado do botão e clique em "Converter e baixar". Ela exporta somente a primeira tabela do banco: se o seu banco tem várias tabelas e a que interessa não é a primeira, exporte-a pelo seu cliente SQLite. Um banco sem tabela com dados devolve o aviso "O banco não tem tabelas com dados". Valores nulos saem como célula vazia. Com o CSV ou o JSON em mãos, os outros caminhos, como abrir em Excel, estão em como converter CSV, JSON e Excel entre si.

Converter SQLite em CSV/JSON

O que é SQLite e por que vale a pena

SQLite é um banco de dados que cabe em um único arquivo. Diferente de um MySQL ou PostgreSQL, ele não roda como um servidor separado: tabelas, índices e dados vivem num .db que você copia, versiona e leva junto com o aplicativo. É, segundo o próprio projeto, o banco mais usado do mundo, embutido em navegadores, celulares e incontáveis programas de desktop, justamente por ser leve e não exigir instalação nem configuração.

  • Consultar com SQL: filtrar, agrupar e contar milhares de linhas com uma consulta, em vez de rolar uma planilha gigante.
  • Levar para um app: muitos aplicativos e protótipos leem direto de um .db; gerar o banco a partir de um CSV é o atalho para abastecer o app com dados reais.
  • Desempenho: com um índice criado no cliente, uma busca numa base grande responde muito mais rápido que varrer um CSV inteiro.
  • Portabilidade: um arquivo único, fácil de guardar, enviar e versionar.

Limites e quando não usar

  • Uma tabela por arquivo: cada CSV ou JSON gera um banco com uma tabela. Para cruzar dados de dois arquivos (JOIN), gere os dois bancos e junte-os no seu cliente com ATTACH DATABASE, ou importe a segunda tabela lá.
  • Tudo é texto: comparações numéricas e ordenação por valor pedem CAST na consulta, e datas ficam como o texto que estava no arquivo.
  • SQLite não é um servidor: é ideal para consulta local, protótipo e análise, não para muitos usuários gravando ao mesmo tempo.
  • Nomes de coluna com acento ou espaço funcionam, mas exigem aspas duplas no SQL ("nome completo"). Se puder, simplifique o cabeçalho antes de converter.

Tudo acontece no seu navegador: o arquivo é processado no próprio aparelho e nunca é enviado a nenhum servidor. Seus dados não saem do seu computador.

A primeira consulta a fazer é SELECT * FROM dados LIMIT 20: você confere os nomes das colunas e vê se o JSON aninhado foi desdobrado do jeito esperado.